sábado, 7 de julho de 2012

Rock japonês: muito além do visual kei

Quando se fala da atual produção roqueira/metálica na terra do sol nascente, muitos imediatamente pensam na estética excêntrica de algumas bandas, que muitas vezes desperta mais atenção do que a música em si. Felizmente, outros grupos preferem adotar uma postura mais sóbria, longe da extravagância do visual kei, lançando obras originais e musicalmente relevantes. Conheça a seguir quatro nomes de respeito da cena nipônica.


Mono – Um dos principais nomes do post-rock mundial, o Mono surgiu em 1999, em Tóquio, tendo lançado cinco álbuns de estúdio, além de alguns EPs, um split com os estadunidenses do Pelican e um disco ao vivo com orquestra, gravado em Nova Iorque (EUA). Atualmente, a banda finaliza o sucessor de Hymn To The Immortal Wind, um dos melhores lançamentos de 2009 e, até o momento, o ápice da carreira do conjunto.



Boris – É praticamente impossível categorizar a música desse trio, que é também uma das bandas mais produtivas de seu país, com vários lançamentos por ano, entre álbuns, colaborações e splits. Cada trabalho do Boris tem uma abordagem diferente, que vai do pop rock ao doom metal sem o menor constrangimento. Dois registros que merecem destaque são o EP BXI, feito em parceria com Ian Astbury (The Cult); e Soundtrack From Film Mabuta No Ura, lançado no Brasil em 2005 pela Essence Music.



Sgt. – Também oriundo da capital japonesa, o Sgt. é mais um representante da cena post-rock, apesar de não ser tão conhecido quanto o Mono. Sua música é bastante original e eclética, com muitas influências de jazz, e em alguns momentos poderia até ser classificada como fusion, distinguindo o quarteto dos demais grupos do gênero. O trabalho mais recente da banda é o álbum Birthday, lançado no ano passado.



Acid Mothers Temple – Mesmo não apelando para um figurino bizarro, não tem como ficar indiferente ao visual desses caras que parecem saídos de uma máquina do tempo diretamente do festival de Woodstock. Musicalmente, a proposta do Acid Mothers Temple - um coletivo liderado pelo guitarrista Kawabata Makoto - é reproduzir a atmosfera daqueles anos lisérgicos, numa fusão de stoner, psicodelia e kraut-rock. De sua extensa discografia, três álbuns já foram lançados no Brasil: Ominous From The Cosmic Inferno, 41st Century Splendid Man Returns e Live In Occident, todos pela Essence Music.